O destino da telessaúde com o fim da emergência sanitária da Covid 19

A tecnologia revolucionou a comunicação entre médicos e pacientes nos últimos anos com a ascensão da telessaúde. Agora, com o fim da pandemia, é preciso criar respaldo legal para a continuidade da prática. Em pouco mais de dois anos, todos nos acostumamos com as facilidades de acesso e autonomia que as teleconsultas trazem. Também virou lugar-comum a realização de teletriagem para indicar quem deveria – ou não – se dirigir ao pronto-atendimento, bem como o apoio da telerradiologia na realização de diagnósticos a distância. Essas e outras soluções da chamada telessaúde ajudaram a salvar vidas durante a pandemia do coronavírus e deixaram claro seu potencial para a melhora na qualidade e na segurança assistencial. Só que agora, com o anúncio do fim do estado de emergência de Saúde Pública no País, anunciado pelo ministro Marcelo Queiroga em abril, tais medidas ficam sem amparo legal. É preciso, então, voltar a discutir sua regulamentação permanente. “A telemedicina é um tema em ampla discussão desde seu projeto-lei original, PL 1998/2020, de 1998. E essa tecnologia – que na verdade  devemos chamar de telessaúde – já vem sendo utilizada há muito tempo, não só para a pesquisa, mas também para o desenvolvimento e as trocas profissionais entre cientistas e entre gente que trabalha na Saúde”, contextualiza Chrystina Barros, pesquisadora em Saúde e membro do Grupo Técnico de Enfrentamento à Covid-19 da UFRJ. Portanto, não é de agora que a telessaúde tem sido um sucesso. Muito antes de a pandemia chegar, seu uso já encontrava entusiastas entre profissionais da Saúde. E talvez por isso foi tão fácil para a prática expandir sua potência em tão pouco tempo, acredita a pesquisadora. “A pandemia só exacerbou a necessidade das pessoas pela solução e por um sistema mais eficiente, mais rápido e que desse conta de levar mais conhecimento científico para mais pessoas e da forma mais rápida possível.” [mks_separator style=”dotted” height=”2″] [mks_separator style=”dotted” height=”2″] Amparo legal da telessaúde O uso contínuo da tecnologia nos últimos meses certamente ajudará a acelerar sua regulamentação a partir de agora. Tanto que, no dia 27 de abril de 2022, a Câmara dos deputados aprovou o projeto de lei que regulamenta a telessaúde no País e o encaminhou ao Senado Federal, onde deve ser votado em breve. “Depois de todo esse tempo, o projeto-lei finalmente contou com uma ampla consulta pública sobre o tema, com a participação de conselhos profissionais de classe e de pessoas que atuam na área. Por isso, sua aprovação na câmara foi ampla: 300 votos a favor e apenas 83 contrários”, relata Chrystina. Por falar em conselhos, o próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) acaba de regulamentar a prática da telemedicina exclusivamente entre os médicos (Resolução CFM N° 2.314). Analisando os aspectos dessas boas notícias, Chrystina afirma ter sido positivo ocorrer a queda do decreto que estabelecia a emergência de Saúde Pública advinda da pandemia, justamente porque isso ajudou a acelerar a aprovação da lei. “A telessaúde chegou para ficar e só precisa agora ser respaldada do ponto de vista legal. Nós temos em mãos a oportunidade de transformar aquilo que foi provisório para atender uma crise em um legado que ficará para toda a Atenção à Saúde.” Sem retrocesso Muitos temem pelo retrocesso e outros riscos de avanços tecnológicos como a telemedicina e a telessaúde não serem regulamentados em tempo hábil. Mas, para a pesquisadora da UFRJ, esse medo não procede. “Provavelmente vai acontecer o contrário: surgirão ainda mais avanços tecnológicos nos próximos meses. Pense, por exemplo, que ainda não vivemos em um ambiente 5G e suas múltiplas possibilidades, nem usamos todo o potencial da inteligência artificial nesse tipo de ferramenta.” A validação legal da telessaúde, ao que tudo indica, será o primeiro passo de uma enxurrada de boas notícias à Saúde Digital que virão muito em breve. Fonte: mv.com.br

A4Week – PDTI: Alinhamento da TI à Estratégia das OPS

? Obter dados por meio da tecnologia da informação tem ajudado de maneira crucial o atendimento e acompanhamento de clientes/ pacientes nas OPS e nas clínicas. Nesta live falaremos sobre a importância da TI na saúde e como deve estar, de maneira obrigatória, alinhada às estratégias das Operadoras de Planos de Saúde. Ocorreu no dia 24/02 e os participantes foram: Marília Ehl como apresentadora moderadora, CFO da A4Quality, e os convidados são Fabio Santos, Assessor de Tecnologia da Informação na Unimed Sergipe, Paulo Magnus, CEO e Fundador da MV e Filipe Vieira, Gerente de Desenvolvimento e Inovação da Unimed Regional Maringá. Confira os mini-currículos dos convidados Fábio Santos – Assessor de Tecnologia da Informação na Unimed Sergipe Graduado em Tecnologia em Processamento de Dados pela Universidade Tiradentes, Pós Graduado em Analise de Sistemas pela Universidade Cândido Mendes, MBA em Gestão de Projetos pela FANESE, Mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco. Possui algumas certificações profissionais como Certificado PMP – Project Management Professional desde 2009 pelo PMI, PSM – Professional Scrum Master pela Scrum.org. Professor Universitário. Atuou na área de tecnologia em industrias como Varejo, Indústria Alimentícia e Educação. Atualmente Assessor de Tecnologia da Informação (CIO) da Unimed Sergipe. Paulo Magnus – CEO e Fundador da MV CEO E Fundador da MV. É Engenheiro formado pela PUC-RS e pós-graduado em Administração e Marketing pelo CEDEPE-PE. Executivo do ano, em 2006 e eleito entre os 100 mais influentes da área de saúde desde de 2013. Foi presidente da FEHOSP e atualmente é conselheiro do LIDE PE e da Confederação das Misericórdias do Brasil – CMB Filipe Vieira – Gerente de Desenvolvimento e Inovação da Unimed Regional Maringá Formação em Gestão de Tecnologia da Informação e em Data Science, com especialização em Project Management. Participou do Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense. No Sistema Unimed, atuou por nove anos na singular de Blumenau. Na Unimed Maringá, atuou como Analista de Negócios, Supervisor de Negócios e Sistemas, Consultor de Intercâmbio e Parametrização. Atualmente, é Gerente de Desenvolvimento e Inovação.  

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