Notícias

Seguros Unimed adota modelo inovador de fee-for-value em clínicas de atenção primária

Buscando no mercado instituições de assistência à saúde que aceitem o desafio de explorar novas modalidades na prestação de serviços, a Seguros Unimed faz uma nova...

Seguros Unimed adota modelo inovador de fee-for-value em clínicas de atenção primária

Buscando no mercado instituições de assistência à saúde que aceitem o desafio de explorar novas modalidades na prestação de serviços, a Seguros Unimed faz uma nova aposta para agregar ainda mais valor à sua entrega. A partir de agora, seus clientes na capital paulista poderão optar também por um serviço diferenciado para o cuidado com a saúde. Em uma parceria inédita no país, a seguradora se junta à recém-chegada rede de centros médicos Amparo, que aposta nos conceitos de Atenção Primária à Saúde e conta com três clínicas localizadas em pontos estratégicos da cidade, para oferecer serviços baseados em fee-for-value.

Nessa modalidade de remuneração os prestadores deixam de receber exclusivamente por atividades ou procedimentos realizados, e passam a também receber pelo desfecho do cuidado. “Esse é um jeito de dar valor ao resultado da ação que o serviço de saúde irá realizar”, explica o superintendente de Provimento de Saúde, Vida, Previdência e Ramos Elementares da Seguros Unimed, Dr. Luís Fernando Rolim Sampaio.

Somado a esse modelo está também a disponibilidade de médicos dedicados (como são chamados os médicos de família na Amparo), os quais são referência para os pacientes devido à proximidade e ao vínculo ao longo da vida. Esses profissionais contam com o auxílio de uma equipe multiprofissional e disponível remotamente para tirar quaisquer dúvidas dos pacientes ou acompanhar resultados de exames. E ainda, caso seja necessário, os pacientes podem ter acesso a especialistas que atendem nas mesmas unidades e possuem uma linha de trabalho conjunto aos médicos dedicados.

 

Além de buscar balancear a qualidade e custo-benefício dos atendimentos, por meio do aumento da satisfação e da redução do desperdício de recursos financeiros, esse modelo assistencial permite um acompanhamento mais próximo dos indicadores clínicos dos pacientes atendidos. “Os principais benefícios são a redução de estímulo de produção de serviços de necessidade questionável e a percepção da qualidade do atendimento pelo cliente. Quando pagamos por serviço realizado, o atendimento vira um estímulo por si só, onde fazer mais significa ganhar mais, independente da necessidade. Isso gera consequências, incluindo sobrediagnóstico e sobretratamento. Ao fazer outra negociação, na qual você acrescenta mecanismos de estimulo ao bom desempenho assistencial remuneramos o resultado, e não a quantidade.”, afirma Dr. Luís.

Esse tema é tão relevante que a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou recentemente em Copenhagen uma conferência para discutir o sobrediagnóstico. “Já está claro que o excesso não é positivo. Além de elevar custos, coloca o paciente em uma situação de risco de tratamentos desnecessários”, diz. “Como consequência da implantação desse modelo fee-for-value, esperamos ter uma utilização mais adequada orientando os pacientes de forma integral. Isso traz benefícios a longo prazo para todos”. O superintendente reitera ainda que, tanto na visão dos colaboradores quanto na dos clientes atendidos, o modelo tem sido muito bem recebido. Ao analisar as experiências de outros países, como Reino Unido e Canadá, aponta para um horizonte de melhoria e sustentabilidade para o setor de saúde.

Fonte: Conexão Seguros Unimed

Continue explorando

Outros artigos da A4Quality

Agenda Regulatória ANS 2026-2028: o que precisa entrar na pauta dos conselhos agora
Notícias

Agenda Regulatória ANS 2026-2028: o que precisa entrar na pauta dos conselhos agora

A ANS publicou, em 17 de julho, a sexta edição de sua Agenda Regulatória, definindo as prioridades normativas...

A governança começa antes da pauta
Notícias

A governança começa antes da pauta

Por que a arquitetura das reuniões pode determinar a qualidade das decisões dos Conselhos Recentemente li um artigo...

A grade solta: sobre os problemas que achamos que não têm solução
Notícias

A grade solta: sobre os problemas que achamos que não têm solução

Vi essa imagem há pouco tempo no LinkedIn e não consegui deixar de pensar nela sob a lente...

A ficha que ainda não caiu para as OPS: a saúde dos beneficiários e da empresa levam à mesma direção
Notícias

A ficha que ainda não caiu para as OPS: a saúde dos beneficiários e da empresa levam à mesma direção

A saúde suplementar brasileira gasta uma energia considerável tentando controlar os custos do cuidado. Verticalização da rede. Negociação...